quarta-feira, 22 de setembro de 2021

PREVENÇÃO AO SUICÍDIO: O ESCUTAR COMO CAMINHO

 Janaina Rocha de Oliveira Baschirotto Origem do Setembro Amarelo: Como surgiu o movimento de prevenção do suicídio O Setembro Amarelo é dedicado à prevenção e conscientização contra o suicídio. Cerca de 12 mil suicídios são registrados todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade e, em 96,8% dos casos há relação com transtornos mentais. Entre as principais doenças relacionadas está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias. Os índices crescentes de suicídios nas últimas décadas alertam sobre a importância de falar sobre o assunto. Ainda há muito tabu acerca do tema, mas o colocar em pauta na sociedade é fator importante para evitar a perda de outras vidas. É nesse cenário que o Setembro Amarelo ganha cada vez mais força. A campanha mobiliza a sociedade para conscientização sobre o tema, falando sobre como identificar sinais da ideação suicida, como ajudar ou buscar ajuda. A Origem do Setembro Amarelo A origem do Setembro Amarelo e todo esse movimento de conscientização contra suicídio começou com a história de Mike Emme, nos Estados Unidos. O jovem era conhecido por sua personalidade carinhosa e habilidade mecânica, tendo como sua marca um Mustang 68 que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo. Porém, em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos. Infelizmente nem a família, nem os amigos de Mike, perceberam os sinais de que ele pretendia tirar sua própria vida. No funeral, os amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. A ação ganhou grandes proporções e expandiu-se pelo país. Diversos jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir ajuda a pessoas próximas. A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscarem ajuda. Em 2003, a Organização Mundial da Saúde(OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. O amarelo do Mustang de Mike é a cor escolhida para representar essa campanha.Setembro Amarelo no Brasil Aproveitando a data mundial, a campanha Setembro Amarelo foi criada no Brasil em 2015. O projeto é um trabalho conjunto do CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com a proposta de associar a cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro). O objetivo é conscientizar sobre a prevenção do suicídio e dar visibilidade à causa. Ao longo dos últimos anos, escolas, universidades, entidades do setor público e privado e a população de forma geral se envolveram neste movimento. Monumentos como o Cristo Redentor (RJ), o Congresso Nacional e o Palácio do Itamaraty (DF), o Estádio Beira Rio (RS) e o Elevador Lacerda (BA), participam da campanha. Fatores que podem aumentar o risco de ideias suicidas A tentativa de suicídio pode acontecer entre pessoas de qualquer faixa etária, gênero ou classe social. Porém, alguns fatores podem ampliar o risco. Um dos primeiros alertas é para pessoas que apresentam transtornos psiquiátricos. Em especial, quando se trata de depressão, transtorno bipolar, ansiedade e esquizofrenia. Casos de abuso de drogas e bebidas alcoólicas também merecem atenção. Alguns estudos indicam também que há prevalência de tentativas de suicídio acima de 65 anos. Idosos podem sofrer com a solidão, sentimento de incapacidade e falta de perspectiva no futuro, levando a ideias suicidas. Problemas financeiros também podem ser fatores de risco. Há ainda um certo grau de hereditariedade, que a ciência não conseguiu mensurar até o momento. O CVV é gratuito O Centro de Valorização da Vida (CVV) trabalha para oferecer suporte emocional e realizar a prevenção do suicídio. A organização é reconhecida como Utilidade Pública Federal desde a década de 1970. Voluntários ficam à disposição 24 horas para oferecer atendimento pelo telefone 188 ou pelo chat online no site. O atendimento é anônimo e realizado por voluntários que guardam sigilo. Se precisar, não hesite em buscar ajuda.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Por que a extrema direita elegeu Paulo Freire seu inimigo

 Em dezembro de 2003, o então ministro da Educação Cristovam Buarque inaugurou, na frente da sede do ministério, em Brasília, um monumento em homenagem ao educador Paulo Freire (1921-1997). O pedagogo era então aclamado como uma personalidade importante da história intelectual do país — nove anos mais tarde, uma lei federal o reconheceria como patrono da educação brasileira. Em 2019, Abraham Weintraub comandava o mesmo ministério no primeiro ano da gestão do presidente Jair Bolsonaro. Diante dos maus resultados obtidos pelo país no ranking Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), ele chamou o monumento a Freire de "lápide da educação" e afirmou que o pedagogo "representa esse fracasso total e absoluto". O próprio Bolsonaro já criticou Paulo Freire, e em mais de uma oportunidade. Numa das ocasiões, referiu-se a ele como "energúmeno". É um discurso recorrente: nos últimos anos, a extrema direita brasileira tem usado Paulo Freire, cujo centenário de nascimento é celebrado neste 19 de setembro, como bode expiatório para a baixa qualidade do sistema educacional brasileiro. De acordo com especialistas ouvidos pela DW Brasil, o que incomoda reacionários e também alguns conservadores é o fato de a pedagogia freireana ser essencialmente política. "A essência da obra de Freire é totalmente política, no sentido nobre do termo, não no sentido da política partidária", diz o sociólogo Abdeljalil Akkari, da Universidade de Genebra, na Suíça. "Por isso em todas as regiões do mundo, sua obra é lembrada como algo muito interessante para refletir sobre o futuro da educação contemporânea." "O objetivo da pedagogia freireana é fazer com que cada uma e cada um aprendam a dizer a própria palavra, ou seja, tenham a capacidade de ler o mundo e se expressar diante do mundo. É a pedagogia da autonomia, da esperança: libertadora no sentido de as pessoas terem as capacidades de se libertarem das opressões que buscam calá-las", diz o educador Daniel Cara, professor da Universidade de São Paulo e dirigente da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Professor do curso de pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ítalo Francisco Curcio acredita que parte dessa controvérsia seja por desconhecimento do que é, enfim, o método Paulo Freire. "A maior parte dos que dizem rejeitá-lo nem é especialista em educação, acaba repetindo frases apregoadas por líderes com os quais se identifica", comenta. "Isso é muito ruim. Quem padece é a própria população, desde a criança até o adulto." O educador Cara argumenta que Freire não é bem aceito pela extrema direita justamente porque sua filosofia não admite a doutrinação. "O sectarismo do autoritarismo impede o reconhecimento de uma pedagogia verdadeiramente libertadora", afirma. "Então, Freire se tornou inimigo dos ideólogos de direita porque busca uma pedagogia libertadora, enquanto o modelo tradicional é uma pedagogia opressora." "Quando a extrema direita chegou ao poder no Brasil, precisava agir no campo da educação. E a figura de Freire se mostrou fácil de ser atacada, porque era algo comum nas comunidades educacionais do Brasil", diz Akkari. Para o professor, conservadores tendem a acreditar que os problemas educacionais podem ser corrigidos com base em aspectos instrumentais, ou seja, mais tecnologia, equipamentos e carga horária, e não com uma mudança de abordagem. Além disso, existe um tabu sobre politização e formação crítica — ele lembra o movimento Escola Sem Partido, criado nos anos 2000 e que ganhou notoriedade no país após 2015. Paulo Freire é o oposto de tudo isso: sua obra é baseada na formação crítica do aluno. "Ele é o pedagogo da politização da educação", define Akkari. 


Fonte: Terra.

domingo, 19 de setembro de 2021

Professor se demite após acusação de "ensinar" crianças a serem gays

 Um professor de uma escola do Missouri, nos Estados Unidos, pediu demissão após administradores da unidade de ensino terem recomendado que retirasse a bandeira do orgulho LGBTQIA+ de sua sala, assim como desautorizaram o docente a discutir sexualidade humana ou orientação sexual na escola. O caso ocorreu na semana passada na Neosho Junior High School. John M. Wallis tem 22 anos e dava aulas de fala, teatro e mitologia mundial. Em entrevista ao site NBC News, o homem afirmou que pendurou a bandeira em sua sala no primeiro dia de aula para criar um ambiente acolhedor para todos. "No primeiro dia, tive cerca de cinco alunos que vieram até mim e me agradeceram", disse o professor. Dois dias depois, no dia 26 de agosto, John informou que foi chamado para uma reunião com a direção da Neosho Junior, onde foi informado que um dos pais havia ligado para a escola e alegou estar preocupado com o fato de o professor estar "potencialmente ensinando o seu filho a ser gay". Antes de pendurar a bandeira, Wallis havia consultado os gestores e como não houve desautorização para seu ato - apesar de uma recomendação para não fazê-lo - ele optou por pendurá-la. Além disso, ele também expôs - logo acima da bandeira - duas placas que diziam "nesta sala de aula todos são bem-vindos". Após retirar a bandeira e as placas, John revelou à reportagem da NBC que os alunos o procuraram para perguntar onde estavam símbolos. Ele então informou aos discentes que lhe foi solicitado para retirá-los. O homem também compartilhou uma carta com a emissora, mostrando que o superintendente da Neosho, Jim Cummins, o fez assinar. No documento constava que Wallis era "incapaz de apresentar o currículo de uma maneira que mantenha sua agenda pessoal sobre sexualidade fora de sua narrativa e das discussões em sala de aula, acabaremos por rescindir seu contrato de trabalho". O professor assinou a carta, mas revelou que no dia seguinte pediu demissão. Ele planejava ficar até o fim deste mês de setembro, mas no dia 2 a escola encontrou um substituto para sua função e pediu que John arrumasse suas coisas e deixasse a sala até o fim do dia. O professor entrou com uma queixa no Escritório de Direitos Civis do Departamento de Educação, alegando que enfrentou discriminação no emprego devido à sua orientação sexual.

sábado, 18 de setembro de 2021

Ministro da Educação diz que jogou R$ 300 mi 'na lata do lixo' com alunos que faltaram ao Enem

 O ministro da Educação Milton Ribeiro afirmou na quinta-feira (16) que jogou "R$ 300 milhões na lata do lixo" com inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 que pediram isenção de taxa, mas não compareceram nos dias das provas nem justificaram a ausência. A declaração foi dada em uma audiência do Senado ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reabrir as inscrições do Enem 2021 com isenção de taxa para todos que faltaram no ano passado e não tiveram direito à isenção neste ano. "No outro Enem, nós havíamos aberto a oportunidade para muitos alunos fazerem a inscrição gratuitamente. Eles fizeram e simplesmente não compareceram à prova. Eu dei a eles --, digo, Inep -- demos a eles a oportunidade de justificar [...], nada, zero, simplesmente não responderam. Eu peguei dinheiro dos senhores, do MEC, R$ 300 milhões quando comprei prova, contratei logística, contratei os professores que fizeram a correção, impressão. R$ 300 milhões do MEC em um ano de pandemia e joguei na lata do lixo", afirmou Ribeiro. Mesmo com a abstenção recorde em 2020 impulsionada pela pandemia de Covid-19, o edital de 2021 mantinha a regra prévia à pandemia que proibia a inscrição gratuita de pessoas que faltaram na prova anterior sem justificativa. Muitos estudantes desistiram de fazer o exame no ano passado com receio de pegar a doença. Cronograma atualizado Inscrição de isentos em 2020: 14 a 26 de setembro Prova do Enem regular: 21 e 28 de novembro Prova do Enem para isentos em 2020 e PLL: 9 e 16 de janeiro de 2022.

Fonte: G1

Secretário do MEC diz que a direita precisa discutir políticas para educação

 O Secretário de Alfabetização do MEC (Ministério da Educação), Carlos Nadalim, disse neste sábado (4.set.2021) que “a direita” precisa discutir políticas de educação voltadas para a rede pública. Participa da 2ª edição do CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora) Brasil, versão brasileira do evento que ocorre desde 1974 nos Estados Unidos. Segundo Nadalim, o formato da educação pública induz a rede privada. “Não adianta deixar a educação pública de lado em nossas discussões. Não há na direita institutos que discutam políticas públicas educacionais”. O secretário também afirmou que há desigualdade no acesso ao ensino no Brasil. “As crianças vulneráveis largam atrás das famílias de classe média” Durante sua fala, Nadalim divulgou ações da secretaria que comanda. Foi criada na gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), depois de reestruturação da estrutura do ministério. Apontando para o telão com os programas desenvolvidos pela pasta, disse: “Eu votei no Bolsonaro por isso aqui”.... O secretário dividiu o palco do evento com Ilona Becskeházy, ex-secretária de Educação Básica do Ministério da Educação. Ela é doutora em política educacional e tem reconhecimento no setor por ter mais de 20 anos dedicados à área. Depois da saída de Abraham Weintraub do MEC ela chegou a ser cotada para assumir o Ministério da Educação. No CPAC, palestrou sobre “os desafios da educação nacional”. Nas redes sociais, Becskehazy já defendeu posições de Olavo de Carvalho e afirmou ser “contrária à aplicação da ideologia de gênero em sala de aula”. A 2ª edição brasileira do CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora, na tradução literal) acontece nos dias 3 e 4 de setembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. O tema do encontro de conservadores é “Liberdade não se ganha, se conquista”.... 

Fonte: Poder 360

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Educação: processos seletivos estão com inscrições abertas em Criciúma

A Secretaria de Educação estará com dois processos seletivos com inscrições abertas a partir desta quarta-feira, dia 8. O Edital nº 016/2021 é destinado para as funções de professor e especialista em assuntos educacionais, admitidos em carácter temporário (ACTs) para o ano letivo de 2022. Já o Edital nº 017/2021 é para vagas de serventes escolares. Os interessados em participar dos processos seletivos têm até o dia 8 de outubro para efetuar as inscrições, por meio do link: www.faepesul.org.br/concursos. As provas objetivas ocorrem no dia 24 de outubro. A taxa de inscrição será de R$ 60 para as vagas de professor e especialista em assuntos educacionais e R$ 50 para as vagas de serventes escolares. No dia da prova, o candidato deverá trazer somente caneta esferográfica fabricada em material transparente, com tinta azul ou preta e documento de identificação. Todas as informações relativas à contratação e edital estão disponíveis no site criciuma.sc.gov.br.

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Educação publica edital de concurso para contratação de ACTs em Santa Catarina Publicado: 09 Setembro 2021

 A Secretaria de Estado da Educação (SED) publicou nesta quinta-feira, 9, o edital para seleção de professores admitidos em caráter temporário (ACTs) em Santa Catarina durante os anos letivos de 2022 e 2023. As inscrições para o processo seletivo ocorrerão de forma on-line, no site do instituto Selecon, com início no próximo domingo, 12, seguindo até 30 de setembro. "A valorização dos professores é uma das bases do tripé que sustenta a transformação que vive a educação catarinense. Os docentes com curso superior e habilitados para as disciplinas, que forem selecionados a partir do processo seletivo, terão a remuneração mínima de R$ 5 mil para 40 horas semanais, ou proporcional a esse valor, em uma medida do governador Carlos Moisés. Além disso, encontrarão escolas que estão sendo equipadas e reformadas para qualificarmos o ensino público de Santa Catarina", destacou o secretário de Estado da Educação, Luiz Fernando Vampiro. O processo seletivo é dividido em quatro editais: Professores do Ensino Regular, Professores de Educação Profissionalizante, Professores de Educação Escolar Indígena e Professores para atuação em projetos especiais no Instituto Estadual de Educação (IEE). Os candidatos deverão optar por apenas um Edital, já que todas as provas serão realizadas no dia 7 de novembro, no mesmo horário. A prova objetiva será composta de 20 questões, 10 questões de conhecimentos gerais e 10 questões de conhecimentos específicos, sendo eliminatória para os que não alcançarem 50% de acertos. Uma novidade deste processo seletivo é a aplicação de uma prova de Redação, que tem caráter classificatório, e eliminatório apenas para os candidatos que zerarem a redação. Além das duas provas, o edital contempla a análise classificatória de títulos. Já os candidatos, cujas disciplinas escolhidas exijam habilitação específica em LIBRAS, serão submetidos a uma prova prática, de acordo com o que está definido no edital. As provas terão duração de 3h30min e o horário de início será informado no momento da convocação dos candidatos. O processo seletivo será aplicado nos municípios de Araranguá, Blumenau, Caçador, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Curitibanos, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages, Mafra, Maravilha, Rio do Sul, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Tubarão e Videira. Os candidatos que quiserem solicitar isenção da taxa de inscrição de R$ 50,00 devem inscrever-se no período entre a próxima sexta-feira, 10, e o sábado, 11. Podem solicitar a isenção doadores de sangue ou medula óssea, hipossuficientes ou pessoas com deficiência e hipossuficientes, de acordo com as regras estabelecidas no edital. As inscrições também serão realizadas no site do instituto Selecon. 

Fonte: SED

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

MEC oferece curso para educação de surdos em tempos de pandemia

 Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do curso 'Educação de Surdos em Tempos de Pandemia', destinado a professores da educação básica de todo o país. Promovido pelo Ministério da Educação, em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais, o curso de formação continuada vai destinar mil vagas a professores que atuam ou desejam atuar na educação de surdos. As aulas são virtuais e têm duração de seis meses - de outubro deste ano até março do ano que vem - com carga horária de 180 horas. De acordo com Marisa Lima, idealizadora do curso e professora da Universidade Federal de Uberlândia, a iniciativa busca habilitar professores para a educação de surdos no ensino remoto. Marisa, que é surda, explicou por meio de mensagem de texto que, por causa da pandemia, as aulas foram reformuladas para o ensino virtual e muitos professores carecem de formação nesse sentido. Além disso, ela destacou que a capacitação também traz propostas de ensino com atividades lúdicas, jogos e recursos que propiciam o desenvolvimento de alunos surdos desde a alfabetização até o ensino médio. A professora do ensino fundamental da rede pública de ensino do município mineiro de Patos de Minas Ane Karole Maia participou da primeira edição do curso e diz que a experiência permitiu a ampliação de estratégias e metodologias para o atendimento especializado de alunos surdos. As inscrições para o curso vão até o dia 25 de setembro. Para conferir o edital e fazer a inscrição, basta acessar o site do mec pelo endereço gov.br/mec 

Fonte: Rádio Agência


Edital: http://www.editais.ufu.br/node/5365 

Inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdjSwBysFbovtISpKkj9lsvOu7xWRF-PF ewdZgP_Lq3HTRu9g/viewform

sábado, 11 de setembro de 2021

Setembro amarelo: como prevenir o suicídio Tema da campanha deste ano é "Agir Salva vidas"

 Todos os anos, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Só no Brasil, são 12 mil, de acordo com o Ministério da Saúde. Os números preocupam. Tanto é que durante todo o mês é realizada a campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao Suicídio, que este ano tem como tema” Agir Salva Vidas”. A maior parte dos casos ocorre por conta de transtornos mentais, alcoolismo e drogas e pode ser evitada. Mas, quando acontece, a maioria dos casos de tentativa de suicídio chega, num primeiro momento, nos serviços médicos de emergência. Para o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria Antônio Geraldo da Silva, o problema é que, quem tem condições de pagar um tratamento é bem atendido. Já quem não tem, depende da rede pública, onde, a situação é bem diferente. “E por não ter um sistema ambulatorial no Sistema único de Saúde é complicado. Porque o sistema que nós temos é o chamado Caps que não é um sistema ambulatorial. É como se fosse um hospital dia. A pessoa vai pra lá, passa o dia lá e no fim do dia vai pra casa. Eu quero fazer uma consulta e voltar para casa. Isso não acontece. A gente acaba tendo uma dificuldade com todo esses cuidados que a gente precisa ter com os pacientes psiquiátricos.” Para tornar o atendimento mais eficiente, o Ministério da Saúde lançou o curso de formação de multiplicadores em urgências e emergências em saúde mental começando pelo SAMU, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. O ministro Marcelo Queiroga, disse que, nos últimos anos, tem tido investimento em novos serviços de atenção e promoção à saúde mental, assim como na qualificação. “O Ministério da Saúde investiu mais de 1.5 bi na abertura de novos serviços de promoção e atenção à saúde mental, mais de 99 milhões para qualificar os profissionais de saúde para na ponta levar cidadania para os brasileiros que precisam do Sistema Único de Saúde.” Aliás, a capacitação dos multiplicadores faz parte das ações do comitê gestor da Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio e foi lançada por causa do Setembro Amarelo. A campanha foi criada aqui no Brasil em 2015 pela Associação Brasileira de Psiquiatria e pelo Conselho Federal de Medicina. A ideia é usar o amarelo até mesmo iluminando monumentos para dar mais visibilidade à prevenção do suicídio. Quer ajudar? Está precisando de ajuda? Anote ai: CVV (Centro de Valorização da Vida), no 188 , Caps, UPA 24 horas e SAMU são alguns serviços. 

Fonte: Rádio Agência Nacional

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Educação em SC: Ensino Médio terá carga horária maior em 2022

 A Secretaria de Estado da Educação aproveitou a tarde do dia do estudante para anunciar mudanças no ensino médio em Santa Catarina. Pela alteração divulgada na quarta-feira (11) em Florianópolis, a carga horária será maior e os alunos poderão escolher alguns componentes curriculares em uma grade flexível. O chamado novo ensino médio vai iniciar em todo estado em 2022. As atuais 800 horas por ano serão estendidas para 1 mil. O currículo escolar terá uma parte com disciplinas fixas, como português, matemática, história e filosofia, e outra que poderá ser escolhida entre 25 chamados componentes curriculares de cinco áreas de conhecimento. Entre essas opcionais estão empreendedorismo, tecnologia, libras, matemática financeira, entre outros, elaboradas a partir das experiências em 120 escolas que já adotam este modelo de ensino desde 2019, funcionando como escolas pilotos. As mudanças vão mexer com mais de 727 unidades de ensino da rede estadual no início do próximo ano letivo para quem entrar no 1º ano do ensino Médio. Nos 2º e 3º as alterações devem ser graduais e dependem da estrutura oferecida por cada unidade de ensino. A Secretaria de Estado da Educação diz que tem capacitado professores para o novo modelo e que deve também contratar mais profissionais para atender a demanda de aulas que será maior. Segundo a gerente de ensino médio e profissional do estado, Letícia Vieira, cada escola deve fazer um diagnóstico as disciplinas que serão ofertadas. "Temos trilhas de aprofundamento por área, que integram mais de uma área de conhecimento e também voltada pra formação profissional", detalhou. A aluna Maria Clara Fernandes, que está no nono ano, está na expectativa e já conta com as displinas extras para ajudar na aprovação do vestibular, quando for prestar a prova. "Sair do fundamental, onde cursou um bom período da tua vida, e ir para o ensino médio, onde vai ficar mais tempo em sala de aula é bem interessante, até porque a gente deixa aquela infância para mais amadurecimento", disse. 

Fonte: G1