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sábado, 28 de maio de 2022

Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025

 O Brasil precisa investir no aperfeiçoamento e na qualificação de pelo menos 9,6

milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025. É o que conclui o

Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, realizado pelo Observatório Nacional da

Indústria. Desse total, 2 milhões deverão se capacitar em formação inicial, para

repor os profissionais inativos e preencher as novas vagas, e 7,6 milhões em

formação continuada, para os trabalhadores que precisam se aperfeiçoar.

O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca

a importância da formação continuada em um mercado de trabalho concorrido.

“Independente de já se ter uma formação, é preciso estar se atualizando

continuamente. Isso é bom pelo lado da indústria, porque a indústria precisa

fortalecer a sua produtividade para que tenhamos produtos cada vez mais

competitivos no mercado, e para o trabalhador, porque ele precisa estar sempre

atualizado nas novas tecnologias, competindo nesse mercado de trabalho bastante

concorrido.”

Além disso, o estudo estima que o país deve criar 497 mil novas vagas formais em

ocupações industriais nesse período, alcançando 12,8 milhões de empregos no

setor. O crescimento na demanda por trabalhadores será de:

2,4% em nível de qualificação com menos de 200 horas: 208 mil vagas

3,2% em nível de qualificação com mais de 200 horas: 64 mil vagas

6,3% em nível técnico: 136 mil vagas

8,7% em nível superior: 90 mil vagas

O estudo revela que, em número de vagas, ainda prevalecem as ocupações de

nível de qualificação (272 mil vagas). Contudo, o crescimento da demanda por

profissionais de nível técnico e superior é maior. De acordo com o levantamento,

isso ocorre por conta das mudanças organizacionais e tecnológicas, que fazem com

que as empresas busquem profissionais mais qualificados.

Áreas de formação

As áreas com maior demanda por formação são: Transversais; Metalmecânica;

Construção; Logística e Transporte; e Alimentos e Bebidas.

Formação inicial

Transversais (411.149)

Construção (346.145)

Metalmecânica (231.619)

Logística e Transporte (194.898)

Alimentos e Bebidas (181.117)

Têxtil e Vestuário (137.996)

Automotiva (92.004)

Tecnologia da Informação (76.656)

Eletroeletrônica (55.747)

Couro e calçados (48.868)

Formação continuada

Transversais (1.393.283)

Metalmecânica (1.300.675)

Logística e Transporte (1.095.765)

Construção (780.504)

Alimentos e Bebidas (583.685)

Têxtil e vestuário (509.354)

Tecnologia da Informação (397.836)

Eletroeletrônica (248.790)

Gestão (226.176)

Automotiva (208.317)

O estudo aponta que, devido à lenta recuperação na abertura de novas vagas

formais, a formação inicial servirá, principalmente, para repor a mão de obra inativa.

Márcio Guerra destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou

seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por

diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de

alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões

que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada à automação de processos

industriais.”

Mapa do Trabalho Industrial

O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, explica

que o Mapa do Trabalho Industrial é uma projeção que considera o contexto

econômico, político e tecnológico.

“A partir da inteligência de dados, o objetivo do mapa é projetar a demanda por

formação profissional de forma que essa informação sirva, não só para o SENAI,

mas também para uma discussão mais ampla sobre qual vai ser a demanda futura

de profissionais no mercado de trabalho.”

Segundo Guerra, a partir dos dados existentes sobre o mercado de trabalho, o

mapa apresenta projeção da demanda de profissionais nos níveis nacional, regional,

setorial e ocupacional.

“Esse dado serve de orientação para construção de políticas, mas sobretudo para o

planejamento da oferta de educação profissional. É muito importante para a

sociedade conhecer quais são as tendências, quais são as áreas que tendem ao

maior crescimento, sobretudo na sua localidade, mas também entender quais

profissões têm mais relevância, mais demanda, para que ele possa planejar a sua

trajetória de formação profissional”, explica.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Universidade de Oxford vai abrir unidade no Brasil, a 1ª das Américas

 A Universidade de Oxford, no Reino Unido, vai abrir uma unidade no Brasil para novas pesquisas, produção de vacinas, medicamentos, e formação de novos pesquisadores. A novidade é resultado de uma parceria entre a universidade britânica e o Ministério da Saúde. Na tarde desta quarta-feira (27), o ministro Marcelo Queiroga assinou um termo de compromisso com a instituição de ensino para selar o acordo, que resultará na primeira unidade da universidade de Oxford nas Américas. No ano passado, o Brasil participou dos ensaios clínicos da vacina Astrazeneca, produzida pela universidade britânica — em uma parceria que garantiu transferência de tecnologia para o nosso país. Queiroga ressaltou que a abertura de uma unidade da Oxford em solo brasileiro é uma ampliação dessa parceria. O acordo entre Oxford e o Ministério da Saúde vai priorizar a pesquisa em saúde global, a formação de novos profissionais na área de doenças infecciosas, estudos clínicos, e o desenvolvimento de imunizantes. A unidade brasileira da universidade britânica vai contar com cursos de mestrado, PHD e atualização para profissionais. A governo federal ainda não definiu onde a unidade de Oxford vai funcionar no Brasil. A previsão é de que ela seja instalada no ano que vem.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Cinco escolas públicas vão participar da Semana Mundial da Educação

Cinco escolas públicas vão participar da Semana Mundial da Educação. As cinco experiências brasileiras estão entre os 100 projetos que vão ser apresentados durante o evento que acontece entre os dias 3 e 8 outubro. O evento é organizado pela Global T4 Education, que tem entre os patrocinadores a Fundação Lemann, organização filantrópica de Jorge Paulo Lemann, segundo homem mais rico do Brasil. Os projetos escolhidos são escolas nos municípios de Gravatá e Paulista, em Pernambuco, Piaçatuba, em Minas Gerais, Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, e Curitiba, no Paraná. Todas as escolas fazem parte do projeto Conectando Saberes, rede de escola e professores que foi criada em 2015 também pela Fundação Lemann. Segundo a fundação, elas foram escolhidas para compartilhar suas iniciativas. O tema da Semana Mundial da Educação é a "Comemoração Escolar". O encontro vai ser virtual

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

PREVENÇÃO AO SUICÍDIO: O ESCUTAR COMO CAMINHO

 Janaina Rocha de Oliveira Baschirotto Origem do Setembro Amarelo: Como surgiu o movimento de prevenção do suicídio O Setembro Amarelo é dedicado à prevenção e conscientização contra o suicídio. Cerca de 12 mil suicídios são registrados todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Trata-se de uma triste realidade e, em 96,8% dos casos há relação com transtornos mentais. Entre as principais doenças relacionadas está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias. Os índices crescentes de suicídios nas últimas décadas alertam sobre a importância de falar sobre o assunto. Ainda há muito tabu acerca do tema, mas o colocar em pauta na sociedade é fator importante para evitar a perda de outras vidas. É nesse cenário que o Setembro Amarelo ganha cada vez mais força. A campanha mobiliza a sociedade para conscientização sobre o tema, falando sobre como identificar sinais da ideação suicida, como ajudar ou buscar ajuda. A Origem do Setembro Amarelo A origem do Setembro Amarelo e todo esse movimento de conscientização contra suicídio começou com a história de Mike Emme, nos Estados Unidos. O jovem era conhecido por sua personalidade carinhosa e habilidade mecânica, tendo como sua marca um Mustang 68 que ele mesmo restaurou e pintou de amarelo. Porém, em 1994, Mike cometeu suicídio, com apenas 17 anos. Infelizmente nem a família, nem os amigos de Mike, perceberam os sinais de que ele pretendia tirar sua própria vida. No funeral, os amigos montaram uma cesta de cartões e fitas amarelas com a mensagem: “Se precisar, peça ajuda”. A ação ganhou grandes proporções e expandiu-se pelo país. Diversos jovens passaram a utilizar cartões amarelos para pedir ajuda a pessoas próximas. A fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscarem ajuda. Em 2003, a Organização Mundial da Saúde(OMS) instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. O amarelo do Mustang de Mike é a cor escolhida para representar essa campanha.Setembro Amarelo no Brasil Aproveitando a data mundial, a campanha Setembro Amarelo foi criada no Brasil em 2015. O projeto é um trabalho conjunto do CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), com a proposta de associar a cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro). O objetivo é conscientizar sobre a prevenção do suicídio e dar visibilidade à causa. Ao longo dos últimos anos, escolas, universidades, entidades do setor público e privado e a população de forma geral se envolveram neste movimento. Monumentos como o Cristo Redentor (RJ), o Congresso Nacional e o Palácio do Itamaraty (DF), o Estádio Beira Rio (RS) e o Elevador Lacerda (BA), participam da campanha. Fatores que podem aumentar o risco de ideias suicidas A tentativa de suicídio pode acontecer entre pessoas de qualquer faixa etária, gênero ou classe social. Porém, alguns fatores podem ampliar o risco. Um dos primeiros alertas é para pessoas que apresentam transtornos psiquiátricos. Em especial, quando se trata de depressão, transtorno bipolar, ansiedade e esquizofrenia. Casos de abuso de drogas e bebidas alcoólicas também merecem atenção. Alguns estudos indicam também que há prevalência de tentativas de suicídio acima de 65 anos. Idosos podem sofrer com a solidão, sentimento de incapacidade e falta de perspectiva no futuro, levando a ideias suicidas. Problemas financeiros também podem ser fatores de risco. Há ainda um certo grau de hereditariedade, que a ciência não conseguiu mensurar até o momento. O CVV é gratuito O Centro de Valorização da Vida (CVV) trabalha para oferecer suporte emocional e realizar a prevenção do suicídio. A organização é reconhecida como Utilidade Pública Federal desde a década de 1970. Voluntários ficam à disposição 24 horas para oferecer atendimento pelo telefone 188 ou pelo chat online no site. O atendimento é anônimo e realizado por voluntários que guardam sigilo. Se precisar, não hesite em buscar ajuda.

sábado, 11 de setembro de 2021

Setembro amarelo: como prevenir o suicídio Tema da campanha deste ano é "Agir Salva vidas"

 Todos os anos, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Só no Brasil, são 12 mil, de acordo com o Ministério da Saúde. Os números preocupam. Tanto é que durante todo o mês é realizada a campanha Setembro Amarelo, de prevenção ao Suicídio, que este ano tem como tema” Agir Salva Vidas”. A maior parte dos casos ocorre por conta de transtornos mentais, alcoolismo e drogas e pode ser evitada. Mas, quando acontece, a maioria dos casos de tentativa de suicídio chega, num primeiro momento, nos serviços médicos de emergência. Para o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria Antônio Geraldo da Silva, o problema é que, quem tem condições de pagar um tratamento é bem atendido. Já quem não tem, depende da rede pública, onde, a situação é bem diferente. “E por não ter um sistema ambulatorial no Sistema único de Saúde é complicado. Porque o sistema que nós temos é o chamado Caps que não é um sistema ambulatorial. É como se fosse um hospital dia. A pessoa vai pra lá, passa o dia lá e no fim do dia vai pra casa. Eu quero fazer uma consulta e voltar para casa. Isso não acontece. A gente acaba tendo uma dificuldade com todo esses cuidados que a gente precisa ter com os pacientes psiquiátricos.” Para tornar o atendimento mais eficiente, o Ministério da Saúde lançou o curso de formação de multiplicadores em urgências e emergências em saúde mental começando pelo SAMU, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. O ministro Marcelo Queiroga, disse que, nos últimos anos, tem tido investimento em novos serviços de atenção e promoção à saúde mental, assim como na qualificação. “O Ministério da Saúde investiu mais de 1.5 bi na abertura de novos serviços de promoção e atenção à saúde mental, mais de 99 milhões para qualificar os profissionais de saúde para na ponta levar cidadania para os brasileiros que precisam do Sistema Único de Saúde.” Aliás, a capacitação dos multiplicadores faz parte das ações do comitê gestor da Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio e foi lançada por causa do Setembro Amarelo. A campanha foi criada aqui no Brasil em 2015 pela Associação Brasileira de Psiquiatria e pelo Conselho Federal de Medicina. A ideia é usar o amarelo até mesmo iluminando monumentos para dar mais visibilidade à prevenção do suicídio. Quer ajudar? Está precisando de ajuda? Anote ai: CVV (Centro de Valorização da Vida), no 188 , Caps, UPA 24 horas e SAMU são alguns serviços. 

Fonte: Rádio Agência Nacional

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Brasil regride em meta para acabar com o analfabetismo e não alcança objetivo de investir mais na educação, diz relatório

 Uma análise sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) aponta que três das 20 metas

estabelecidas para melhorar a qualidade do ensino do país não só não estão sendo

cumpridas como apresentam retrocesso. O PNE foi sancionado no Congresso em 2014,

com prazo para ser cumprido até 2024.

A três anos do fim do período de vigência, nenhuma meta foi alcançada e cinco estão

parcialmente completas. O relatório de análise foi feito pela Campanha Nacional pelo Direito

à Educação, e divulgado nesta quinta-feira (24). A instituição publica análises anuais e, o

governo federal, a cada dois anos. O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação

(MEC) na tarde de quarta perguntando as estratégias para atingir os objetivos do PNE até

2024, e não recebeu retorno até a tarde desta quinta.

As metas com retrocesso são:

educação em tempo integral: o objetivo era oferecer ensino integral em metade das escolas

do país, atendendo 25% dos alunos da educação básica até 2024. Mas os números caíram

em vez de subirem. Em 2014, havia 42,6 mil escolas e 6,5 milhões de alunos em tempo

integral. Em 2020, eram 27,9 mil escolas e 4,8 milhões de estudantes nesta modalidade. O

número representa queda de 15 mil escolas e mais de 1,5 milhão de matrículas a menos.

erradicação do analfabetismo: a meta era ter 93,5% dos brasileiros acima de 15 anos

alfabetizados até 2015; erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% o

analfabetismo funcional até 2024. Mas somente em 2020 a meta de 2015 foi atingida. O

quadro de analfabetismo funcional aumentou, quando deveria regredir. Saiu de 27% da

população de 15 a 64 anos com analfabetismo funcional em 2015 para 29% em 2018

(dados mais recentes). A meta era reduzir a 13,5% até 2024.

educação de jovens e adultos e profissional: o plano previa oferecer ao menos 25% de

matrículas da educação de jovens e adultos (EJA) integrada à educação profissional. Mas

se em 2014 havia 2,8% das matrículas de EJA integradas, em 2020 o índice caiu para

1,8%.

As metas parcialmente cumpridas são:

melhorar a qualidade da educação básica: o PNE previa elevar os dados do Índice de

Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para o ensino fundamental e médio. Houve

melhoria nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), o que pode ser atribuído à

mudança no início do ciclo, que agora começa aos 6 anos do aluno, e não mais aos 7. Para

os anos finais (6º ao 9º ano) e ensino médio, as metas estão próximas, mas não foram

atingidas.

triplicar as matrículas do ensino profissional técnico: Se em 2014 havia 20,4% de matrículas

nesta modalidade, em 2020 o índice chegou a 23,6%, longe da meta (200%). A expansão

de seu principalmente na rede pública, que concentrava 10,3% das matrículas em 2014 e

atingiu 94,8% em 2020 – acima da meta, de 50%. A previsão é de não cumprir a meta total,

já que são criadas 50 mil matrículas ao ano, abaixo das 296 mil necessárias.

ampliar a proporção de professores do ensino superior com mestrado e doutorado: a

meta foi atingida na rede pública, mas ainda precisa avançar na rede privada. Em 2019,

último ano com dados disponíveis, havia 25,7% dos professores das faculdades privadas

com doutorado. Na rede pública, era 66%. A perspectiva é de não cumprir o percentual de

docentes com doutorado até 2024.

aumentar as matrículas na pós-graduação: o objetivo era formar todos os anos 60 mil

mestres e 25 mil doutores. A meta para mestres foi batida nos anos de 2017 a 2019, e

agora precisa ser mantida até 2024. Sobre a formação de doutores, será preciso elevar de

17,2 mil titulados todos os anos para 25 mil até 2024.

capacitar professores da educação básica: a ideia era incentivar que metade dos

professores de escolas tivessem pós-graduação em suas áreas de conhecimento até 2024

e oferecer mais formação continuada. Em 2020, o percentual chegou de pós-graduados

chegou a 43,4% e deve atingir o objetivo final. A formação continuada vem crescendo 1,4

pontos percentuais ao ano, quando o indicado era de 6,8 pontos percentuais. Em 2020, dos

2,2 milhões de professores que dão aulas em escolas, 1,3 milhão não havia recebido

formação continuada.

A principal meta não cumprida é:

ampliar o investimento público em educação: para 2024, o objetivo era investir 10% do

Produto Interno bruto (PIB) em educação pública. Entre 2015 e 2017, os gastos estiveram

em torno de 5%. Em 2019, atingiu 7%. Durante a pandemia, o quadro piorou. Houve

aceleração na "desvalorização da prática docente", afirma o relatório, "o que distancia ainda

mais o cumprimento desta meta."

Fonte: G1

domingo, 21 de março de 2021

MINUTO UNICEF: entenda como trabalhar o distanciamento social nas escolas

 O retorno de crianças e adolescentes às escolas tem novas regras para proteger a todos do coronavírus. Uma das principais recomendações médicas é manter o distanciamento físico sempre que possível. Mas você sabe como isso deve ser feito no ambiente escolar? Cristina Albuquerque, chefe de Saúde do UNICEF no Brasil, dá dicas sobre esses cuidados. “Isso é um desafio e depende do tamanho do ambiente. Mas, no mínimo, as carteiras devem estar a um metro de distância umas das outras. Também tem que ter muita atenção com a chegada e a saída da escola para que não haja aglomeração, e estar sempre repetindo todas essas medidas. Importante lembrar também sobre a hora do recreio. As crianças precisam ser orientadas e supervisionadas. O ser humano é muito sociável, as crianças mais ainda, então é preciso estar vigilante, com muita delicadeza, carinho e muitas vezes com bom humor para que a criança entenda a importância de manter esse distanciamento físico, saber que nós vamos ter que manter essas medidas por um bom tempo, mas é claro que isso vai passar.” Nessa volta às aulas, cada um faz a sua parte. Use máscara, lave sempre as mãos, mantenha a distância e siga as orientações da escola. Saiba mais em unicef.org.br. 

FONTE: BRASIL61