A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados promove audiência pública na quarta-feira (25) sobre os cortes no orçamento da educação anunciados em maio. O pedido para a realização do debate é do deputado Professor Israel Batista (PSB-DF). Ele criticou o a anúncio, no último dia 27 de maio, de um corte de mais de R$ 3 bilhões no orçamento da educação. A medida, segundo ele, afeta especialmente a rede de educação profissional, científica e tecnológica e impacta em torno de 14,5% no orçamento de cada instituição federal. "Precisamos entender que não é apenas mais um corte no orçamento. Ano a ano, a educação vem sofrendo redução na previsão orçamentária anual. Impor mais um corte sobre um orçamento que já funciona de maneira apertada é inviabilizar o funcionamentos das instituições federais de ensino, além de colocar em risco a retomada de suas atividades presenciais e a manutenção dos estudantes vulneráveis socioeconomicamente", alertou o deputado. Foram convidados para o debate, entre outros, representantes do Ministério da Educação; dos Institutos Federais de Educação Profissional, Científica e Tecnológica; Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e das Universidades Federais.
sábado, 11 de junho de 2022
sexta-feira, 10 de junho de 2022
Projeto prevê intérprete de libras em transmissões esportivas na TV
Projeto de Lei (PL 1.426/2022) apresentado pelo senador Jorge Kajuru (Podemos/GO), sugerido no Portal e-Cidadania, visa alterar a Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), para prever a presença de intérprete da Língua Brasileira de Sinais em transmissões televisivas de jogos e competições. O relator da proposta, recém apresentada, ainda não foi designado. Kajuru destacou a importância da disponibilização do recurso.
quarta-feira, 8 de junho de 2022
Corte de verbas em universidades é tema de audiência pública na Câmara
O financiamento e investimento nas universidades federais do Brasil foi tema de uma audiência pública, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, nesta segunda-feira (06). O requerimento havia sido aprovado, antes mesmo de o governo anunciar um corte de 14,5% nas verbas, no fim de maio. Quem comandou o debate foi o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), que justificou a reunião afirmando que era um pedido de estudantes, reitores e parlamentares. Membros de diversas entidades participaram do encontro online. Entre eles, a reitora da UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais, Sandra Almeida. Ela citou um levantamento da instituição que aponta redução da evasão no ensino superior entre os estudantes assistidos por políticas de permanência, custeadas por verbas federais. Segundo a reitora, as instituições federais de ensino superior, assim como a UFMG, têm crescido em importância social, mas vêm perdendo espaço nos investimentos públicos. Representando a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Stephanie Silva, destacou que os cortes no orçamento da educação, por parte do Ministério da Economia, anunciados anteriormente, foram reduzidos de 14,5%, para 7,2%. Ela ainda acrescentou que o MEC vai continuar em busca de derrubar os mais de um bilhão e meio de reais ainda bloqueados. O Vice-Presidente da ANDIFES, Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, Evandro da Silva reforça que, devido ao acúmulo da inflação, nos últimos anos, e ao crescimento das instituições de ensino federais, os cortes são uma contradição. Outro convidado para a audiência pública foi o presidente da Sociedade Brasileira pra o Progresso da Ciência, Renato Janine Ribeiro. Ex-ministro da educação, Ribeiro destacou a importância das universidades federais para as pesquisas e o crescimento do país. Ao anunciar o contingenciamento, o governo federal explicou que a medida era necessária para cumprir o teto de gastos. Diante disso, entidades estudantis, como União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, União Nacional dos Estudantes e Associação Nacional de Pós-Graduandos emitiram uma nota, convocando o Dia Nacional de Mobilização e Luta em defesa da Educação e da Ciência, para a próxima quarta-feira (08). Segundo as entidades, o corte “ameaça diretamente a sobrevivência de diversas instituições de ensino e pesquisa”, e afeta ações e projetos científicos em andamento.
sexta-feira, 3 de junho de 2022
Lançada política para reduzir evasão escolar e aprimorar a aprendizagem na educação básica
Para reduzir os índices de evasão e de abandono escolar, agravados pela crise
sanitária da Covid-19, o Governo Federal lançou a Política Nacional para
Recuperação das Aprendizagens na Educação Básica, do Ministério da Educação.
A iniciativa também busca a elevar o desempenho escolar. A política foi instituída
por decreto assinado pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, e publicado no
Diário Oficial da União desta terça-feira (24/05).
“É um decreto que traz esperança para a recuperação daquelas crianças que
sofreram tanto pelo impacto da pandemia como também pelas deficiências do nosso
sistema educacional”, disse o ministro da Educação, Victor Godoy. “Essa política
consolida um trabalho de mais de dois anos de esforço concentrado das nossas
equipes e traz uma série de ações específicas e concretas para a recuperação das
aprendizagens”, completou.
A iniciativa foi elaborada a partir de dados e evidências científicas, da identificação
de boas práticas no mundo, além da escuta das redes estaduais e municipais de
educação. Ela reforça ações de avaliação de diagnóstico e formação das
aprendizagens, além do incentivo a estratégias de acompanhamento personalizado
dos estudantes. Por isso, de acordo com o Ministério da Educação, tem potencial
para auxiliar os professores e as redes no esforço de superação dos desafios que
se apresentam para este momento.
Além de elevar a frequência escolar e reduzir os índices de evasão e de abandono
escolar na educação básica, a política também tem entre os objetivos principais
desenvolver estratégias de ensino e aprendizagem para o avanço do desempenho;
diminuir a distorção idade-série por meio do monitoramento da trajetória escolar;
coordenar ações para a recuperação das aprendizagens; e incentivar a formação
para o uso pedagógico de conteúdos digitais.
A estratégia de implementação está organizada em eixos como o de acesso e
permanência, que prevê a articulação de estratégias de busca ativa dos estudantes
para trazê-los de volta à sala de aula; o de implementação de um sistema de alerta
preventivo para risco de abandono escolar; e um sistema de gestão para oferta de
vagas nas escolas.
Ação articulada
A Política Nacional para Recuperação das Aprendizagens na Educação Básica será
coordenada pela União em colaboração com Estados, Distrito Federal e Municípios.
A adesão dos entes federados é voluntária. O Ministério da Educação deverá criar o
Ecossistema de Inovação e Soluções Educacionais Digitais para apoiar a
implementação de inovações tecnológicas que impactem de forma positiva a
educação no país.
Os recursos para colocar a política em prática virão de dotações orçamentárias do
ministério, de acordo com a disponibilidade e os limites estipulados na legislação
orçamentária e financeira.
Dinheiro na escola
Alinhado com o objetivo de seguir aprimorando a educação pública no país e para
fortalecer as escolas no retorno às atividades presenciais, o Governo Federal, por
meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), transferiu R$
395 milhões da primeira parcela de 2022 do Programa Dinheiro Direto na Escola e
antecipou o repasse de R$ 323 milhões da segunda parcela. Ao todo, 89.743
escolas já receberam as duas parcelas, contemplando 25,2 milhões de estudantes
da educação básica.
Os recursos financeiros do PDDE Básico são repassados em duas parcelas anuais
pelo FNDE. As escolas podem utilizá-los para desenvolver atividades educacionais,
na revisão de conteúdos e avaliação da aprendizagem, em pequenos reparos,
gastos com a melhoria de conectividade e acesso à internet e na aquisição de
materiais permanentes.
Para receber o recurso, a escola deve estar com a prestação de contas em dia e
com os mandatos vigentes dos presidentes das Unidades Executoras.
Para consultar informações sobre os valores previstos e/ou transferidos pelo FNDE
por meio do PDDE, basta clicar aqui.
No sistema, é possível verificar a situação de uma escola específica, de uma rede
de ensino determinada ou de todas as unidades escolares do país.
quinta-feira, 2 de junho de 2022
Projeto que autoriza educação domiciliar começa a ser discutido no Senado
Chegou ao Senado nesta semana o projeto que autoriza a educação domiciliar,
conhecida como homeschooling, no Brasil. O PL 1.388/2022 foi aprovado pela
Câmara no dia 19 de maio (como PL 3.179/2012) e já está na Comissão de
Educação (CE) do Senado. O relator é o senador Flávio Arns (Podemos-PR).
O presidente da CE, senador Marcelo Castro (MDB-PI), disse considerar que o
projeto desvia atenção do que é essencial na educação para tratar de um assunto
que não contribui em nada para a melhoria do ensino. Apesar de se declarar
contrário ao texto, ele designou o relator assim que o projeto chegou à comissão
para garantir o debate aprofundado do tema.
— Eu tomei a decisão de indicar relator o senador Flávio Ares que é, dentre todos
nós, aquele mais qualificado, mais dedicado à área da educação. Eu
particularmente vejo o ambiente escolar, não só com o ambiente de aprendizado de
conteúdos educacionais. A escola é um ambiente de socialização, de
amadurecimento emocional, de convivência com os contrários, onde as pessoas
aprendem desde crianças a respeitar os outros e saber que o mundo é plural e a
escola é plural. Por isso mesmo eu acho isso um retrocesso do ponto de vista
educacional — disse o senador.
O projeto
O texto aprovado pela Câmara foi um substitutivo da deputada Luisa Canziani
(PSD-PR) ao projeto do deputado Lincoln Portela (PL-MG). Pelo texto aprovado,
para usufruir da educação domiciliar, o estudante deve estar regularmente
matriculado em instituição de ensino, que deverá acompanhar a evolução do
aprendizado.
Pelo menos um dos pais ou responsáveis deve ter escolaridade de nível superior ou
em educação profissional tecnológica em curso reconhecido. A comprovação dessa
formação deve ser apresentada perante a escola no momento da matrícula, quando
também ambos os pais ou responsáveis terão de apresentar certidões criminais da
Justiça federal e estadual ou distrital. Se o projeto for aprovado e virar lei, as regras
devem entrar em vigor 90 dias após a publicação, mas haverá regras de transição
para a exigência de ensino superior ou tecnológico dos responsáveis.
Segundo Luisa Canziani, a mudança garante aos pais e responsáveis o direito de
educar as crianças em casa com a supervisão do poder público. “Elaboramos um
texto com muita tecnicidade, para dar esse direito às famílias, mas, sobretudo, para
garantir o desenvolvimento pleno das nossas crianças”, afirma.
Audiências
Nesta quarta-feira (25), o senador Jean Paul Prates (PT-RN) apresentou um
requerimento à comissão para que sejam feitas oito audiências públicas para
discutir o projeto. No requerimento, ainda não aprovado pela comissão, ele afirma
que o texto deve ser objeto de um grande debate no Senado.
“Ao anular o direito de crianças e adolescentes à educação escolar em benefício do
direito dos pais ou responsáveis legais de escolherem o tipo de instrução que será
ministrada a seus filhos, a educação domiciliar agride o princípio da igualdade de
condições para o acesso e permanência na escola, bem como a liberdade de
aprender e o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas”, diz o senador no
pedido.
Desigualdade
O senador Confúcio Moura (MDB-RO) também criticou o texto e disse que votará
contra a aprovação. Para ele, por falta de uma política educacional firme, estão
surgindo distorções que não vão gerar ganho de qualidade e podem deixar as
condições ainda mais desiguais.
— Eu, no meu ponto de vista e no meu voto, sou contra esse modelo. Seria um
fatiamento da educação formal no Brasil, formando guetos, formando ilhas aqui e
acolá e aumentando ainda mais a desigualdade então. Eu acredito que temos que
concentrar os esforços e recursos na educação pública de qualidade — declarou.
Para a senadora Zenaide Maia (PROS-RN), iniciativas como o projeto da educação
domiciliar se caracterizam como um “ataque sistemático à educação pública do
país”, com o objetivo de retirar a destinação de recursos para a rede de ensino
público, isentando o Estado de sua responsabilidade na redução das desigualdades
na educação e na renda.
— Esses projetos de lei que estão aí assustam. Porque são projetos que
aparentemente são "salvadores da pátria", mas na verdade retiram aqueles
recursos que, obrigatoriamente, independente de que governo for, tem que repassar
para educação — disse a senadora em debate na Subcomissão Temporária para o
Acompanhamento da Educação na Pandemia.
Já o autor do texto, deputado Lincoln Portela, disse que a educação em casa é uma
realidade no país e no mundo há mais de 30 anos. “Em momento algum, quem faz a
educação domiciliar ataca a escola brasileira. Nós queremos que a educação
brasileira saia do 74º lugar, do último lugar no Pisa [Programa Internacional de
Avaliação de Alunos]”, defende no texto.
Movimento
Após a aprovação pela Câmara, o Movimento Todos Pela Educação reforçou o
posicionamento contrário ao projeto. Em nota, manifestou “profunda preocupação”
com suas possíveis consequências para as crianças e jovens brasileiros e também
para a política educacional brasileira. “Caso o projeto de lei seja aprovado no
Senado, isso significará que famílias poderão negar o direito à educação e à
proteção social contra abusos de seus filhos simplesmente por não os mandarem
para a escola”, diz o texto.
No Senado, uma ideia legislativa busca apoio para a regulamentação do
homeschooling no Brasil. O autor, o cidadão Gustavo Campos, do Maranhão,
argumenta que educação domiciliar é uma modalidade de ensino praticada por
cerca de 2,5 mil famílias brasileiras e que carece de regulamentação. Até a tarde
desta quinta-feira a ideia tinha 84 apoiadores
Veja como cada deputado votou em projeto que regulamenta ensino em casa
Santa Catarina
Angela Amin (PP-SC) - Não votou
Carlos Chiodini (MDB-SC) - A favor
Carmen Zanotto (Cidadania-SC) - Não votou
Caroline de Toni (PL-SC) - A favor
Celso Maldaner (MDB-SC) - A favor
Coronel Armando (PL-SC) - A favor
Daniel Freitas (PL-SC) - A favor
Darci de Matos (PSD-SC) - Não votou
Fabio Schiochet (União-SC) - A favor
Geovania de Sá (PSDB-SC) - A favor
Gilson Marques (Novo-SC) - A favor
Hélio Costa (PSD-SC) - Não votou
Pedro Uczai (PT-SC) - Contra
Ricardo Guidi (PSD-SC) - A favor
Rodrigo Coelho (Podemos-SC) - A favor
Rogério Peninha (MDB-SC) - A favor
quarta-feira, 1 de junho de 2022
Educação, Saúde e Ciência serão áreas mais afetadas por cortes no Orçamento
O governo decidiu ampliar o bloqueio no Orçamento para conseguir dar o reajuste
linear de 5% prometido para todo o funcionalismo. Dessa forma, o total suprimido
ficará em R$ 14,5 bilhões, conforme estimativas que começaram a circular ontem
(27/5).
As áreas mais afetadas serão Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia, e a tesoura
podará despesas de custeio e investimentos dos ministérios. Porém, as emendas de
relator — as que formam o Orçamento secreto — e as das bancadas dos partidos
no Congresso devem ser poupadas.
O valor ficará maior que os R$ 8,2 bilhões anunciados na semana passada, pois
incluirá a previsão de despesas de R$ 6,3 bilhões com o aumento aos servidores
públicos. A restrição financeira foi a forma encontrada para que o governo cumpra o
teto de gastos — que correlaciona o crescimento das despesas à inflação. As
medidas devem ser detalhadas no Diário Oficial da União (DOU) até segunda-feira.
As estimativas de bloqueio seriam as seguintes: Saúde perderia R$ 2,5 bilhões;
Educação, R$ 3,2 bilhões; e Ciência e Tecnologia, R$ 2,9 bilhões — os números
são projeções porque os ministros vão tentar, ao máximo, evitar perdas dessa
magnitude.
Reações
Assim que as restrições orçamentárias foram divulgadas, as reações começaram a
surgir — e negativas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nota
afirmando que "considera um equívoco a proposta de corte orçamentário do
governo federal que prevê a redução de cerca de R$ 2,9 bilhões de recursos
destinados à pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
Grande parte dessa quantia — estima-se R$ 2,5 bilhões — se refere a recursos não
reembolsáveis do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(FNDCT)". A entidade foi além ao apontar que "o corte é ilegal, uma vez que
contraria o previsto na Lei Complementar 177/2021, que proíbe o
contingenciamento de recursos do FNDCT — principal fonte de financiamento à
ciência, tecnologia e inovação (CT&I)".
Já as entidades que fazem parte da Iniciativa para a Ciência e Tecnologia no
Parlamento Brasileiro (ICTP.Br) criticam a decisão do Ministério da Economia de
bloquear R$ 2,9 bilhões das despesas primárias discricionárias do MCTI e do
FNDCT.
"Esse bloqueio representa um grave atentado às políticas públicas de fomento à
ciência e desenvolvimento tecnológico e inovação do país (...). Essa decisão do
governo federal compromete, especialmente, as ações estratégias de fomento e as
ações que estão em curso, principalmente editais e chamadas públicas já lançadas",
diz trecho da nota divulgada ontem.
A União Nacional dos Estudantes (UNE) também se manifestou: "Acabamos de
receber a informação, em reunião com alguns reitores, que o governo federal
bloqueou cerca de 14% do orçamento das universidades. Mais um ataque ao
funcionamento da universidade pública e da educação. Não aceitaremos calados,
vai ter luta!", tuitou.
Também pelo Twitter, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas se
manifestou: "Acaba de ser anunciado um corte de aproximadamente 3,2 bilhões no
orçamento dos Institutos e Universidades Federais. Estamos atentos e mobilizados
em defesa do orçamento da educação e pela revogação do Teto de Gastos".
segunda-feira, 30 de maio de 2022
Censo Escolar vai revelar dados da educação pública e privada
Começou, nesta quarta-feira, a primeira etapa da pesquisa estatística a respeito das
escolas e redes de ensino de todo o Brasil, o Censo Escolar 2022. Os responsáveis
pelas unidades devem colocar as informações no Sistema Educacenso até o dia 1º
de agosto. O resultado desta etapa vai ser divulgado no fim do ano.
Nesta primeira fase, os gestores escolares devem informar, no sistema, dados
referentes à matrícula inicial, para que o Inep, responsável pelo levantamento, apure
sobre os estabelecimentos de ensino, turmas, alunos, gestores e profissionais
escolares em sala de aula. Lembrando que o Censo Escolar leva em conta dados
da educação pública e privada, em todo o país.
Depois dessa etapa, começa a segunda, que vai ser sobre a situação do aluno.
Para isso, os responsáveis pelas unidades de ensino devem informar sobre a
movimentação – quantos foram transferidos, deixaram de frequentar, quantos
morreram – e ao rendimento do estudante – quantos aprovados ou reprovados no
fim do ano letivo.
Por meio do censo escolar, por exemplo, é possível ver o impacto da pandemia na
educação brasileira. De acordo com o último censo divulgado, mais de 2% dos
estudantes matriculados no ensino médio deixaram a escola, antes de terminar o
ano letivo em 2020. No ano seguinte, em 2021, essa taxa subiu para 5%. Mas na
Região Norte, o nível de abandono chegou a 10%, o dobro da taxa nacional.
Os dados coletados pelo Inep para o Censo Escolar são enviados por secretarias de
educação estaduais e municipais.
sábado, 28 de maio de 2022
Bolsa Estudante: auxílio começa a ser pago aos alunos contemplados nesta sexta-feira, 20
O Governo de Santa Catarina iniciou nesta sexta-feira, 20, o pagamento das
primeiras parcelas do Bolsa Estudante aos alunos contemplados pelo programa que
informaram os dados bancários da conta para depósito até o último dia 13 de maio.
Neste primeiro pagamento, estão sendo depositadas duas parcelas de R$ 568,18,
referentes aos meses de fevereiro e março.
Os bolsistas que informaram uma conta corrente do Banco do Brasil receberam
ambas as parcelas nesta sexta, desde que tenham cumprido 75% de frequência nas
aulas em cada um dos dois meses correspondentes. Já quem apresentou conta
corrente de outros bancos e também cumpriu os requisitos de frequência receberá o
valor correspondente ao período na próxima segunda-feira, 23.
Um novo pagamento aos estudantes beneficiados está programado para acontecer
até o próximo dia 31, quando será depositada a parcela do auxílio referente ao mês
de abril. Depois disso, cada parcela será disponibilizada até o último dia útil do mês
subsequente - o auxílio referente à maio será pago até o último dia útil de junho, o
auxílio referente à junho será pago até o último dia útil de julho, e assim por diante.
Brasil precisa qualificar 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025
O Brasil precisa investir no aperfeiçoamento e na qualificação de pelo menos 9,6
milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025. É o que conclui o
Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, realizado pelo Observatório Nacional da
Indústria. Desse total, 2 milhões deverão se capacitar em formação inicial, para
repor os profissionais inativos e preencher as novas vagas, e 7,6 milhões em
formação continuada, para os trabalhadores que precisam se aperfeiçoar.
O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca
a importância da formação continuada em um mercado de trabalho concorrido.
“Independente de já se ter uma formação, é preciso estar se atualizando
continuamente. Isso é bom pelo lado da indústria, porque a indústria precisa
fortalecer a sua produtividade para que tenhamos produtos cada vez mais
competitivos no mercado, e para o trabalhador, porque ele precisa estar sempre
atualizado nas novas tecnologias, competindo nesse mercado de trabalho bastante
concorrido.”
Além disso, o estudo estima que o país deve criar 497 mil novas vagas formais em
ocupações industriais nesse período, alcançando 12,8 milhões de empregos no
setor. O crescimento na demanda por trabalhadores será de:
2,4% em nível de qualificação com menos de 200 horas: 208 mil vagas
3,2% em nível de qualificação com mais de 200 horas: 64 mil vagas
6,3% em nível técnico: 136 mil vagas
8,7% em nível superior: 90 mil vagas
O estudo revela que, em número de vagas, ainda prevalecem as ocupações de
nível de qualificação (272 mil vagas). Contudo, o crescimento da demanda por
profissionais de nível técnico e superior é maior. De acordo com o levantamento,
isso ocorre por conta das mudanças organizacionais e tecnológicas, que fazem com
que as empresas busquem profissionais mais qualificados.
Áreas de formação
As áreas com maior demanda por formação são: Transversais; Metalmecânica;
Construção; Logística e Transporte; e Alimentos e Bebidas.
Formação inicial
Transversais (411.149)
Construção (346.145)
Metalmecânica (231.619)
Logística e Transporte (194.898)
Alimentos e Bebidas (181.117)
Têxtil e Vestuário (137.996)
Automotiva (92.004)
Tecnologia da Informação (76.656)
Eletroeletrônica (55.747)
Couro e calçados (48.868)
Formação continuada
Transversais (1.393.283)
Metalmecânica (1.300.675)
Logística e Transporte (1.095.765)
Construção (780.504)
Alimentos e Bebidas (583.685)
Têxtil e vestuário (509.354)
Tecnologia da Informação (397.836)
Eletroeletrônica (248.790)
Gestão (226.176)
Automotiva (208.317)
O estudo aponta que, devido à lenta recuperação na abertura de novas vagas
formais, a formação inicial servirá, principalmente, para repor a mão de obra inativa.
Márcio Guerra destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou
seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por
diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de
alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões
que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada à automação de processos
industriais.”
Mapa do Trabalho Industrial
O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, explica
que o Mapa do Trabalho Industrial é uma projeção que considera o contexto
econômico, político e tecnológico.
“A partir da inteligência de dados, o objetivo do mapa é projetar a demanda por
formação profissional de forma que essa informação sirva, não só para o SENAI,
mas também para uma discussão mais ampla sobre qual vai ser a demanda futura
de profissionais no mercado de trabalho.”
Segundo Guerra, a partir dos dados existentes sobre o mercado de trabalho, o
mapa apresenta projeção da demanda de profissionais nos níveis nacional, regional,
setorial e ocupacional.
“Esse dado serve de orientação para construção de políticas, mas sobretudo para o
planejamento da oferta de educação profissional. É muito importante para a
sociedade conhecer quais são as tendências, quais são as áreas que tendem ao
maior crescimento, sobretudo na sua localidade, mas também entender quais
profissões têm mais relevância, mais demanda, para que ele possa planejar a sua
trajetória de formação profissional”, explica.
sexta-feira, 27 de maio de 2022
Estudantes relatam abuso no convívio familiar após palestras sobre educação sexual em SC: 'Não imaginávamos'
O Conselho Tutelar de Guatambu, no Oeste catarinense, recebeu nesta semana
oito relatos de alunos que teriam sofrido abuso sexual na cidade. Segundo os
conselheiros, os estudantes se encorajaram a denunciar os casos após palestras
sobre educação sexual oferecidas nas escolas. As violências, segundo os
conselheiros, teriam acontecido dentro do convívio familiar.
Segundo a conselheira Rosangela Schmidt, que participou das ações, os
estudantes que fizeram os relatos estão tendo acompanhamento psicológico. A
profissional comenta que o número de denúncias foi uma surpresa. "Não
imaginávamos", diz.
A prefeitura informou que os estudantes são adolescentes e procuraram ajuda
através das conselheiras, do diretor da escola e da própria palestrante. "Todas
ocorrem em sigilo e estão em averiguação", destacou, em nota.
Segundo a prefeitura, as 14 palestras foram destinadas a crianças e adolescentes
entre 6 e 18 anos e acontecerem entre 9 e 17 de maio, em alusão ao Dia Nacional
de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantil, que foi celebrado na
quarta-feira (18).
O ciclo de oficinas e palestras foi oferecido a pelo menos 2 mil estudantes das redes
municipal e estadual, que foram orientados, através de vídeos e rodas de conversa,
sobre os limites que desconhecidos e até pessoas próximas devem respeitar no
contatos com eles.
Segundo dados do Colegiado Superior de Segurança Pública do Estado, Santa
Catarina registrou 714 casos abuso e exploração sexual infantil entre janeiro e abril
de 2022.
Um caso recente, também no Oeste, veio à tona em 12 de maio. Na ocasião, uma
criança de Chapecó denunciou o padrasto por violência sexual e pediu ajuda por
meio de um bilhete.